Grécia ou Desbravando a terra do minotauro

Uma cena típica de Creta

Olá, 

Eis aqui mais um enxame de bobagens para vocês gastarem o finito tempo de suas vidas. Nada de abraçar os filhos, beijar a pessoa amada e estar com os entes queridos, o negócio mesmo é deixar os minutos deslizarem por baixo do alçapão celeste lendo as desventuras de um estranho em terras mais estranhas ainda. Mas isso ainda é melhor do que ficar vendo os instastories da sua prima na academia, então vamos lá.

Depois de visitar a cidade que já foi um farol de conhecimento para o mundo ocidental (e hoje é no máximo um farolete), nos dirigimos para o que realmente interessa na Grécia: praia, sol, bebida e sossego. 

Fizemos a famosa dança das cadeiras de quem viaja e nos apertamos em alguns transportes durante horários nada confortáveis até chegarmos em Creta, a maior das ilhas gregas. E também um dos lugares com mais história desse cantinho abençoado por contos e causos no mediterrâneo. Os minoicos são uma civilização tão antiga quanto os mais anciões assentamentos gregos, inclusive já dominaram Atenas e boa parte da região, no fim acabaram como poeira intergalática por uma série de fatores, mas a turma lá da ilha já foi bambambã. É justamente dessa época que surgiu um dos mitos gregos mais famosos, o do Minotauro, a besta comedora de pessoas que nasceu (em algumas versões do causo) do desejo lascivo de uma rainha (causado por um Poseidon sacana) e o poder sexual de um belo touro. Uma história de amor como outra qualquer lá pelas bandas do interior profundo, nem sei porque os gregos fizeram tanto barulho por causa disso. Enfim, é um mito interessantíssimo, com personagens interessantíssimos, como Ariadne e o metido a herói do Teseu, mas isso aqui não é aula de mitologia, por isso não vou comentar mais sobre. Basta dizer que ninguém nunca pensou em desafiar o Minotauro para uma partida de sinuca (ou até mesmo truco), o verdadeiro jeito civilizado de resolver problemas. Parece que os gregos não eram tão avançados assim. 

Em Creta conquistamos os labirintos de areia e sal e assassinamos as bestas em nossos caminhos (apenas as metafóricas). Foram, de novo, tempos gostosos demais. 

Um gostinho de Creta – do alto de um antigo forte veneziano

Mas calma lá, vou detalhar um pouco mais essas aventuras. Para começar, Creta é, como já disse, uma ilha grande. Bem grande. Por isso alugamos um carro para nos locomover. Logo no aeroporto já achamos o encarregado da empresa de aluguel que me levou para o pátio, um lugar que mais lembrava um ferro-velho. Eu tinha escolhido a opção mais barata de aluguel e ao ver os carros oferecidos pela nossa empresa esparramadas pelo pátio comecei a ficar um pouco receoso pelo o que poderia vir pela frente, mas eu ainda tinha uma centelha de esperança que o Universo nos presentearia com uma carruagem digna de Apolo. 

Nunca conte com o Universo. 

Conseguimos pegar um carro pior que a pior opção da empresa, uma lata-velha do tempo do rei Leônidas. Sério, eu não sei nem como eles ofereceram aquele carro para um cliente. Com certeza se meu tio Teixeira visse o veículo ele mandaria a infame piadinha “tem que tomar vacina anti-tétano pra entrar nisso”. Eu sei porque eu mandei essa piadinha. Enfim, tenha em mente que era um carro ruim, ele não andava, mas se arrastava pela estrada gritando súplicas mecânicas para qualquer que seja o deus do Olimpo que cuide das máquinas. Ele só pedia por um fim rápido para sua dolorosa vida baseada em combustível fóssil. Durante toda viagem quase sempre tivemos sorte com coisas alugadas, ganhamos alguns upgrades milagrosos vindo do nada, mas dessa vez o destino quis brincar com a gente. Mal sabia essa força misteriosa que eu domaria a tristeza metálica e ganharia uma estranha afeição pelo nosso bólido. 

Balos é uma prainha bacana

Creta é um lugar maravilhoso. Cheio de história e praias lindas. E também cheia de espaço. Existem concentrações de turistas, é claro, mas tem tanta praia e vilazinha pela ilha que dá para ir parando em lugares incríveis e quase vazios. Creta tem vida. Moradores locais vivem de forma simples em suas casas mediterrâneas sempre integradas no horizonte azul e laranja. Me pareceu um lugar mais autêntico e variado do que Santorini, a outra ilha que visitamos. Creta tem praias lindas, cidades charmosas, vilas de pescadores, montanhas, trilhas, cavernas e o escambau. Não é à toa que Zeus foi criado lá. 

A paisagem é bem parecida ao longo da ilha toda. Cadeias de montanhas dominam a parte central do terreno e dividem o horizonte com o mar azul daquele marinho grego “tradicional”. O lugar é seco, árido, alaranjado e pedregoso, lembra muito do que já tínhamos visto na costa da Turquia. Alguns pinheiros ali, outras oliveiras acolá e uns arbustos no chão formam a maior parte da vegetação que vi. Mesmo assim, tudo se mescla em um balé visual de tirar o fôlego, principalmente nas praias, onde a paleta de cores ganha a força do turquesa das águas mais rasas. Dá para ver que eu gostei de Creta e achei o lugar lindo. 

Dividimos nossa estadia na ilha em duas partes, uma mais perto de Chania e outra mais perto de Heraklion, ambas em casinhas alugadas extremamente confortáveis. Cozinhar, ir ao mercado, ter vizinhos e um espaço nosso deu mais vontade ainda de viver a vida grega. Depois de tanta cama dura e banheiros desgrenhados finalmente estávamos em um combo de boas acomodações (e muitos gastos).

Uma prainha perdida (ou achada por turistas)

Com nosso fiel carrinho da tristeza desbravamos locais lindos como Elafonissi, Falassarna e Seitan Limania. Ainda fizemos a versão europeia de um tour da CVC para as incríveis Grambússa e Balos, talvez os locais mais lindos de toda a Grécia. E isso foi só ali ao lado de Chania, porque quando nos mudamos para Heraklion resolvemos nos aquietar em uma prainha desconhecida bem perto da nossa casa. O lugar também era bonito. O mar grego tem mesmo um charme e um poder único, passa a mesma sensação que senti na Turquia, aquele cenário que parece que não combina com praia, mas tem praia ali. E não é feia não. Longe disso. É bonita pra caramba. Montanhas, morros, pinheiros e aridez ao redor. Uma paisagem imponente. Eu praticamente conseguia sentir Zeus me olhando do alto do monte Ida e aprovando minha sunga. Valeu, Zeus. 

Mas não foram apenas dias de calmaria, alto nível estético e felicidade. Eu quase morri. Isso mesmo, eu quase morri certa noite em Chania. Vai parecer brincadeira, mas na hora eu senti a vida escapando de mim. Vou explicar melhor. Fomos jantar na parte velha da cidade, um lugar bem charmoso, cheio de turistas e restaurantes bons. Acontece que eu não comia nada mais que uma maçã há 3 dias, pois estava mais uma vez com o intestino inquieto. Esse jantar foi a reinauguração da avenida “intestino grosso”, mas a obra de recapeamento não foi bem feita e o caminhão de comida que tentou passar acabou atolado. Comi e bebi igual um boi (ou um minotauro) e depois gemi igual um porco. O exagero foi meu pecado e no fim da noite minha barriga ficou dura, petrificada, e eu tinha certeza que iria literalmente explodir. O primeiro brasileiro a morrer no exterior por comer demais. A vergonha de Itu e de minha família. Eu nem conseguia dirigir de tão debilitado que estava. E a Marina o que fez? Só ria. Ria com o riso fácil dos saudáveis, dos que gozam da vida e não sabem o que é sofrer. Ria o riso da criança inocente enquanto seu marido estrebuchava  por ter o olho maior que a barriga. 

As bonitas rindo durante a noite que eu quase morri em Chania

Mas deu tudo certo e eu superei mais um obstáculo em minha jornada. Estou fazendo piada aqui, mas é estranho pensar que depois de tudo que vimos e aprendemos na viagem eu tenha passado mal de tanto comer em um ilha grega. Alguns diriam que é um fim indigno para um mochilão raiz, eu diria que bem de vez em quando é bom se perder em excessos. O meu foi um excesso patético, só isso. 

Depois de Creta fomos de balsa para Santorini, uma das ilhas mais badaladas do contingente grego. Creta estava longe de ser um paraíso perdido sem turistas, mas o que vimos em Santorini foi um outro nível de turismo. Parecia uma colônia de férias para gringos e não a casa de gregos. Era mais fácil encontrar alguém falando português do que grego. Mais ou menos o que aconteceu em alguns lugares da Tailândia, mas com um nível de peruagem muito superior. Foi um lugar caro, cheio, quente e bonito. Sim, não dá para negar, as vilazinhas tradicionais gregas, aquelas bem brancas e azuis, são lindas. As praias de lá parecem legais, mas nada perto do que já tínhamos visto. Fomos ali principalmente ajudar a Vera a realizar o sonho de estar naquele cenário de filme, e só por isso já valeu a pena. Longe de mim falar que foi ruim, mas eu não volto lá não. Até porque para voltar eu preciso vender um braço meu e a Marina inteira no mercado negro. E olha que a Marina vai dar problema e vão querer devolver, então não vai dar certo mesmo. 

Cada um curte Santorini como lhe convém

E essa foi nossa estadia na Grécia, um lugar de dias tranquilos e gostosos, com um ritmo muito diferente do que vínhamos fazendo porque recebemos uma pessoa querida. Olha, receber a sogra para uma viagem foi muito melhor do que eu esperava, foi bom demais.

Com a partida da Vera para o Brasil era nossa hora de continuar a viagem. Depois de visitar amigos na Europa, iríamos dar um pulinho em casa por um tempo. Isso mesmo, voltaríamos para o Brasil. Mas isso eu explico melhor depois.

Beijos Quentes.

Turquia ou derretendo junto com Alexandre o Grande

O castelo de algodão

Olá, guerreiros e guerreiras da paciência. Para os que ainda conseguem arrastar os olhos por essas linhas malditas, premio vocês com uma abertura otimista ao invés daquele costumeiro falatório sombrio e sem sentido que tanto gosto de colocar por aqui. Venho com um simples pensamento que pode mudar tudo para melhor. Alguns chamam de epifania e outros de insight. Eu chamo apenas de sabedoria. Bom, lá vai: alegre-se, o mundo pode estar pegando fogo e nossas vidas escorrendo por entre os dedos gordurosos da opressão, mas pense que em alguma obscura dimensão paralela o Jorge Vercillo é dono de 8 das 10 músicas mais tocadas na rádio. Uma realidade tenebrosa que eu nunca quero conhecer. 

No último relato tínhamos acabado de começar nossa jornada pelos campos dourados da Turquia. Passamos por Konya, tive a orelha incinerada e então continuamos viagem. Rasgamos o antiquíssimo solo turco em direção às ruínas da cidade de Hierápolis e às piscinas termais de Pamukkale.

Esses não são lugares perto de Konya, por isso ficamos umas boas horas na estrada até alcançarmos nosso destino. Gostaria de ter algo a comentar sobre a paisagem, mas achei tudo bem parecido com as grandes estradas que temos no sudeste do Brasil, nada demais. O fato mais relevante dessa viagem foi o nosso carro, que praticamente andou para trás perto dos outros (sim, estou reclamando dele de novo). Calma. Você deve estar pensando que eu sou maluco e é impossível um lugar na Turquia parecer o Brasil, e parece loucura mesmo, mas em muitos momentos achei esse pedaço de terra da Ásia Menor semelhante a nossa antiga Ilha de Vera Cruz. Mas depois passamos por estradas únicas e paisagens incríveis totalmente diferentes do que vemos no nosso país.

O importante é que mesmo as estradas comuns nos levaram ao nosso destino. Chegamos em Denizli, a cidade perto das atrações que eram nosso objetivo, em um fim de tarde chuvoso e quase frio. Arranjamos um hotel bom e barato, daqueles que faz a minha alma transbordar de alegria. Nada melhor do que economizar dinheiro com o mínimo de saneamento básico. A região de Denizli é conhecida pelas águas termais e o destino nos premiou com um hotel que tinha banheiras termais em cada quarto. Admito que sou um entusiasta de banhos de banheira, embora ache eles mais eficientes para o relaxamento do que para a limpeza, então logo quis aproveitar a atração que nos esperava, principalmente porque o dia não fazia questão nenhuma de ser agradável lá fora. 

A água vinha de um buraco suspeito na parede e, como uma boa água termal, tinha um cheiro engraçado. Confesso que a cor não era muito bonita ou convidativa, mas mesmo assim eu estava disposto a me jogar naquele calor líquido e curar todas mazelas da viagem. Olha, e bota calor nisso. Foi um banho gostoso, mas demorou para a banheira ser habitável. A água estava muito quente. Muito quente mesmo. Só faltou o cheiro de enxofre no ar e algum diabrete me cutucando com uma lança para eu me sentir no inferno. Eu odeio banho quente demais, não consigo suportar altas temperaturas e definitivamente não sou um Targaryen. Mesmo assim insisti no mergulho termal e quase fui cozido vivo. As partes mais sensíveis do corpo (você sabe quais são) flertaram com a ideia de perder a pele, mas depois de terminada a experiência me senti revigorado e relaxado ao mesmo tempo.

 Viu, quem disse que não faz bem sofrer. 

Mais um pouco das doideras naturais

Ficamos dois dias por lá e foram dois dias sendo escaldado vivo por vontade própria, tudo pelo bem da saúde. Mas não foi só isso. Visitamos as famosas águas termais de Pamukkale, uma das atrações mais famosas da Turquia. E olha, apesar de não termos pegado todas as cascatas cheias, é um lugar lindo. As termas ficam em uma montanha de calcário branco moldado pelas águas, um espetáculo alvo de formas arredondadas que contrasta com o azul claro do líquido que brota de dentro da terra. Parece até artificial. Ao longo da colina, que ergue-se ao lado de uma pequena vila, existem diversas piscinas naturais em que a água flui formando mini cascatas. Acho que não fomos na melhor época, pois muitas dessas piscinas estavam secas, mas mesmo assim foi bonito de ver. Claro, dá para nadar e se jogar nesse líquido que já foi considerado sagrado, coisa que a Marina fez com mais entusiasmo que eu. Ela e um bom número de turistas com um tamanho duvidoso de sunga. Aliás a Marina estava tão entusiasmada para se banhar que acabou entrando numa parte proibida e protegida, coisa bem de brasileiro que adora levar apitada de guardinha na orelha – claro que ela fez isso sem querer, porque não viu uma plaquinha bem da escondida que dizia “proibido entrar”. Bom, para manter o caráter informativo deste post e mostrar que aqui não se fala só em desgraça e burrada vou dizer que Pamukkale significa “castelo de algodão” em turco, um bom indicativo de como é o lugar visualmente. 

Tava pouco suado o rapaz

O topo da colina branca é habitado pelas ruínas de Hierápolis, uma antiga cidade grega/romana/bizantina/otomana com muita história. Foi nosso primeiro contato com ruínas tão antigas e “ocidentais” (embora estivessemos tecnicamente na Ásia) daquelas bem de livro de história. Claro, já tínhamos passado por lugares anciões, como Varanasi, mas ali a história pulsa mais próxima de nós (para o bem e para o mal). Me senti em um set de filme andando pela necrópolis, pelo templo de Apolo e ao entrar no antigo teatro, que está muito bem conservado. Uma pequena onda de emoção surgiu no meu âmago. Impossível não se sentir oprimido pelo peso histórico de um lugar onde já passaram diferentes tipos de civilizações, imperadores, reis e até um apóstolo, que foi recebido tão bem na cidade que seus moradores resolveram apedrejá-lo até a morte. Nada como a hospitalidade de 2.000 mil anos atrás. 

Acabou a nossa visita a Pamukkale, mas não tinha acabado a veia histórica da nossa jornada. De lá fomos para Selçuk, a cidade que fica próxima às ruínas de Éfeso, o ponto principal nessa nossa caminhada em direção ao passado. Foi uma estadia rápida na região, chegamos de noite, conhecemos as atrações pela manhã e tarde e depois partimos para um outro destino. Foi uma visita apressada, mas foi também uma enxurrada de experiências e muitos anos de história empacotados em poucas horas. 

Éfeso

Importante dizer que lá gastamos mais do que deveríamos. Não ostentamos nas habitações, comida nem nada do tipo, juro que não contratei uma carruagem de ouro para passear pela cidade tal qual um Adriano falsificado, é que é bem caro para entrar nas atrações da região, que não são poucas. 

Nossa primeira parada foi, claro, no complexo principal da antiga Éfeso. Sabe aquela história de avalanche histórica? Pensa em um lugar que já recebeu Alexandre o Grande, Adriano, Marco Aurélio e Cleópatra e o profeta João. Já foi abrigo de uma das sete maravilhas antigas do mundo (o templo de Artémis) e já foi a segunda maior cidade do império romano.Tá bom ou quer mais? Bom, lá ainda conta com complexos islâmicos importantes, antigos fortes e a suposta última casa de Maria (aquela da bíblia). Enfim, eu acho demais pensar que estou pisando no mesmo solo que um dia já foi um lugar cheio de vida, intrigas e putaria. As ruínas são incríveis, mas confesso que achei Hierápolis mais bem restaurada. O grande teatro estava sob reparos e cheio de estruturas metálicas, o mais interessante que aconteceu por lá foi encontrar um chinês cantando ópera para testar a acústica. E olha que ele cantava bem. A biblioteca de Celso é linda, mas é também um grande chamariz de turistas que rondam ela como mariposas rondam uma lâmpada. O resto do local é impressionante e faz a imaginação voar pensando na escala daquilo tudo, mas até eu que sou bem do entusiasmado com essas coisas cansei de ver ruína. Culpa, em (boa) parte do sol impiedoso que pairava sobre nós. Os gregos/romanos foram grandes gênios, mas pensa num povo que não sabe fazer cidade com sombra, faltou essa aula nas escolas antigas de planejamento urbano. Meu deus do céu, quase morremos torrados nas ruínas, eu estava prestes a entrar em uma das antigas tumbas da necrópole só para me jogar no escuro.

A mistura de sol na cabeça, suor nos olhos e enxurrada de turistas estraga qualquer lugar do mundo, por isso logo nosso deslumbramento passou e só queríamos cair fora do passado e voltar para as maravilhas do século 21, mais precisamente para A MARAVILHA chamada ar-condicionado. Mesmo assim fiquei feliz de ter me irritado com o calor no mesmo lugar em que um dia o Alexandre o Grande deve ter reclamado de não conseguir parar de suar no fiofó. 

Ainda na região visitamos uma mesquita famosa, o complexo onde fica a suposta tumba do apóstolo João (que reconhecidamente morou em Éfeso e foi quem levou Maria para lá) e a casa onde Maria ficava escondida, nas montanhas próximas à cidade. Aliás essa foi a atração mais inútil e brochante de ser visitada, pois é longe, cara para acessar e dentro tem apenas uma pequena choupana que não parece ter nem 150 anos. Mais fácil a Maria do Bairro ter morado lá do que a Maria figura histórica/religiosa.

Doidera – Pamukkale

Foi uma visita rápida, mas prazerosa (apesar dos percalços). Eu não sairia feliz da Turquia se não tivesse ido em um sítio arqueológico tão significativo e sei que para a Marina o lugar tem, além do valor histórico, o valor religioso. Valeu a pena o maremoto solar que recebemos. 

E depois desse mergulho relâmpago no passado dirigimos nosso possante para locais mais focados no presente. Era hora de conhecer o litoral turco. E esse é o tópico do próximo post. 

Beijos Quentes